A água e os conflitos políticos – o lago Chade e o mar Aral

Evolução do lago Chade

O lago Chade, no centro de África, já foi dos maiores do planeta. Mas por causa das alterações climáticas e da pressão humana poderá desaparecer dentro de 20 anos, causando uma verdadeira catástrofe humanitária para milhões de pessoas no Chade, Camarões, Niger e Nigéria a quem fornecia água, alerta a ONU.

Os 30 milhões de pessoas que vivem na região estão já a competir pela água e o agravamento da situação poderá forçá-las a migrar. A pesca no lago registou um declíneo de 60% e as pastagens estão mais secas, com consequências para o gado e para a biodiversidade.

in, Público.

O desaparecimento do mar Aral

Captura de ecrã 2015-03-29, às 15.19.03

Pela primeira vez na história, a bacia oriental do Mar de Aral, na Ásia Central, evaporou por completo. É o culminar de uma catástrofe ambiental sem precedentes que a NASA fotografou a partir do espaço.

As imagens da agência espacial norte-americana mostram o desaparecimento inédito da maior parcela daquele mar que um dia banhou duas repúblicas soviéticas – o Cazaquistão e o Usbequistão e que já foi o quarto maior lago do planeta.

O desastre em câmara lenta decorre desde os anos 60. Na altura, responsáveis soviéticos decretaram o desvio das águas dos dois maiores rios afluentes, o Syr Darya e o Amu Darya, para transformar os desertos da região em vastos campos de produção de algodão. A operação resultou no definhamento do Mar de Aral.

Vários planos foram desenhados para travar e reverter os estragos, mas a maioria não saiu do papel e nenhuma iniciativa obteve resultados eficazes. Em 1987, o mar que um dia teve 68.000 quilómetros quadrados de área ficou partido em dois – o Mar de Aral do Norte, de reduzida dimensão, e o Mar de Aral do Sul.

Nos anos 90, as águas do corpo principal começaram a descer mais de meio metro por ano. Em 2003, o Mar de Aral do Sul dividiu-se em duas bacias. A principal, a oriental, é a que continuou a desaparecer a maior velocidade. Evaporou totalmente há cerca de um mês. Tudo o que resta agora do antigo Mar de Aral é um estreito corpo de água a oeste e um pequeno lago a norte, que o Cazquistão tenta preservar com a construção de uma barragem.

Com este mar desaparecem também 24 espécies endémicas de peixe e todo um modo de vida para os povos que, durante séculos, habitaram no litoral. Onde a marinha imperial russa um dia navegou e as frotas cazaques e usbeques pescaram está agora um deserto de barcos em terra. As populações da região sofrem ainda com tempestades de areia cada vez mais frequentes que espalham os resíduos químicos depositados ao longo de décadas no fundo do antigo mar sobre as aldeias e os campos agrícolas.

in, Jornal SOLmar aral

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